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sábado, julho 21, 2012

Segura?

O corpo...
Essa prisão indesejada.
Posso fazer o que quiser com ele...
Mas ainda assim, me mantenho presa.
Só.
Analisando os sentidos.
Rico tato, pele cheia de nervos.
Sinto a dor.
Presa.
Só.
O corpo...
Presa em mim.




Estertor

Um ser indistinto.
Um ser isolado.
Esconde-se em lembranças.
Motriz enfim ao contrário.

Plagiando o júbilo
Venha a mim mente insana.
Rápido, traga-me o que é mortífero.
Declame os sonetos de maneira profana.
- Veja! Este sentimento que não finda...

quinta-feira, julho 19, 2012

Cadência

Feche seus olhos
As luzes  não importam agora
Mantenha os lábios celados, 
E ouvidos bem atentos..

Ouça os ventos adormecerem.
Ouça os passos se distanciarem.
Ouça os gritos das donzelas.
Ouça as risadas dos rapazes.

Em meio a torrente
De despedidas latentes
Ouça-me...
Toque-me...

Antes que mais passos comecem a ecoar. 
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